Prisão de Plataforma:

trabalho por plataformas digitais, segurança pública e novos contornos da economia informal na cidade

Autores

  • Thalita Lopes Rêgo Universidade de São Paulo

Resumo

O trabalho mediado por plataformas digitais em São Paulo consolidou-se enquanto ocupação importante nas dinâmicas de reprodução social da cidade. Partindo da premissa de que a precarização do trabalho e a segurança pública são mecanismos pelos quais a dimensão disciplinar e de privação de direitos é operada e reproduzida fora dos presídios, este artigo analisa a plataformização a partir de relatos de experiência de trabalhadores(as) da economia informal de São Paulo cujas trajetórias foram atravessadas pelo sistema prisional e demais dispositivos da segurança pública, investigando assim como o trabalho plataformizado aprofunda desigualdades que passam pelo mundo do trabalho de egressos(as), familiares de detentos e populações impactadas pelos dispositivos de segurança pública, especialmente as polícias. O artigo situa a plataformização como fenômeno que amplifica crises preexistentes entre cárcere e mundo do trabalho, reproduzindo estruturas históricas de exclusão e privação de direitos sob novos formatos e narrativas no espaço urbano.

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Publicado

2026-06-16

Como Citar

Lopes Rêgo, T. (2026). Prisão de Plataforma:: trabalho por plataformas digitais, segurança pública e novos contornos da economia informal na cidade. Libertas - Revista Brasileira De Estudos Em Políticas Penais, 5(1). Recuperado de https://revistas.ucpel.edu.br/libertas/article/view/3897