Política Nacional de Atenção às Pessoas Egressas do Sistema Prisional:

as representações de usuários/as sobre o funcionamento dos serviços

Autores

Resumo

Este artigo analisa as representações de pessoas egressas do sistema prisional acerca dos serviços de atenção a elas destinados, à luz da Política Nacional de Atenção às Pessoas Egressas do Sistema Prisional (PNAPE), instituída pelo Decreto nº 11.843/2023. A pesquisa baseia-se na aplicação de formulário eletrônico junto a usuários/as dos Escritórios Sociais, buscando verificar em que medida as experiências relatadas dialogam com princípios e diretrizes da Política. O texto retoma, de forma sintética, o percurso de construção da PNAPE e destaca a centralidade dos três primeiros meses após a saída do cárcere, período crítico para a reintegração social. Os dados do survey são cotejados com desafios da gestão do Escritório Social de Palmas/TO, especialmente quanto à escuta qualificada e à capacidade institucional de reconhecer e responder às múltiplas vulnerabilidades vivenciadas pelas pessoas egressas. O estudo evidencia a importância de incorporar suas vozes como elemento estruturante das ações, qualificando práticas institucionais.

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Biografia do Autor

Felipe Athayde Lins de Melo, Universidade Federal de São Carlos

Pós-doutorando, Doutor e Mestre em Sociologia pela Universidade Federal de São Carlos; membro do Grupo de Estudos sobre Violência e Administração de Conflitos – GEVAC/UFSCar e do Laboratório de Gestão de Políticas Penais – LabGEPEN/UnB.

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Publicado

2026-06-16

Como Citar

de Sousa, L., & Athayde Lins de Melo, F. (2026). Política Nacional de Atenção às Pessoas Egressas do Sistema Prisional:: as representações de usuários/as sobre o funcionamento dos serviços. Libertas - Revista Brasileira De Estudos Em Políticas Penais, 5(1). Recuperado de https://revistas.ucpel.edu.br/libertas/article/view/3876