À LUZ DA RESISTÊNCIA: MULHERES NEGRAS, INTELECTUAIS E BRASILEIRAS INSTRUMENTALIZAM A LITERATURA CONTRA A SELETIVIDADE PENAL
Resumo
No Brasil, ao se evidenciarem mistificações e argumentos reducionistas na construção da seletividade penal, é mister que as políticas penais sejam atravessadas por um efetivo acesso às novas tecnologias e reflita a educativa aplicação delas. O presente artigo mostra, por meio de pesquisa bibliográfica, que um movimento de resistência às injustiças penais tem se insurgido pelo viés da literatura propagada por escritoras como Djamila Ribeiro. Instrumentalizada por diversos aparatos tecnológicos, a discussão dos conteúdos dessas produções tem considerado a perspectiva histórica e política de uma sociedade que se fortaleceu economicamente com a mão de obra escrava e como esse processo desvela o racismo nos elementos constituintes do sistema carcerário brasileiro. Nosso objetivo é demonstrar como o acesso a essas obras, por meio de novas tecnologias, podem reiterar o caráter pedagógico e renovador da literatura, rompendo com ideias que insistem em manter a pessoa negra como alvo constante da seletividade policial.
Palavras-chave: Literatura. Tecnologia. Seletividade. Racismo. Cárcere
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- 2022-08-11 (2)
- 2022-08-10 (1)